Dor ou queimação no estômago, refluxo, mudanças no hábito intestinal, sangue nas fezes. Esses sintomas podem ser indícios de problemas simples, mas também podem estar relacionados a condições mais graves. Por isso, uma avaliação com um especialista é importante, assim como a realização de exames para investigar suas causas.
Segundo sociedades médicas, a falta de informação e o medo da dor são fatores que levam pacientes a adiar avaliações do aparelho digestivo. O quadro é preocupante, já que o diagnóstico tardio reduz as opções de tratamento e aumenta o risco de complicações.
O que este artigo aborda:
- Sintomas relacionados ao estômago e ao esôfago
- De olho na saúde do intestino
- Dados reforçam a importância da prevenção
Sintomas relacionados ao estômago e ao esôfago
A endoscopia é indicada para investigar queixas que envolvem o estômago e o esôfago, como dor ou queimação persistente, refluxo frequente, principalmente quando acompanhado de rouquidão e tosse, dificuldade ou dor para engolir e perda de peso. Além disso, histórico familiar de câncer gástrico e esofágico, vômito com sangue ou fezes escuras também podem indicar a necessidade do exame.
De acordo com informações do Ministério da Saúde (MS), o procedimento é feito com um tubo fino e flexível, com uma câmera na ponta, que é introduzido pela boca. Dessa forma, o médico consegue visualizar a mucosa dos órgãos, identificar possíveis inflamações, úlceras, lesões e, quando necessário, coletar pequenas amostras para biópsia.
Para o exame, o paciente precisa estar em jejum de oito a 12 horas, a fim de que o estômago esteja vazio e a visualização seja adequada. Na maioria dos casos, é aplicada uma sedação leve e a pessoa não sente dor, mas pode apresentar sonolência.
De olho na saúde do intestino
Entre os exames voltados à investigação da saúde do intestino está a colonoscopia. Assim como na endoscopia, é utilizado um tubo flexível com câmera, mas o equipamento percorre o cólon para analisar a mucosa intestinal e identificar alterações, como pólipos e inflamações.
Quando há indicação de investigação mais detalhada, pode ser necessário realizar a colonoscopia com biópsia. A coleta de pequenas amostras da mucosa permite analisar os tecidos ao microscópio e auxiliar na confirmação de diagnósticos. O procedimento também permite a remoção de pólipos que, em alguns casos, podem evoluir para câncer colorretal ao longo dos anos.
Antes do exame, o paciente precisa fazer um preparo intestinal, que inclui o uso de laxantes e uma dieta específica, para que o intestino esteja limpo. Durante o procedimento, recebe sedação, o que ajuda a evitar desconfortos.
Dados reforçam a importância da prevenção
O câncer de estômago representa cerca de 4,4% de todos os novos casos de câncer no Brasil previstos para até 2028, segundo dados divulgados pelo MS. A doença é o quarto tipo de câncer mais registrado entre os homens e apresenta maior incidência em pessoas acima de 50 anos.
Já o câncer colorretal é o segundo mais frequente, excluindo o câncer de pele não melanoma. Ao mesmo tempo, podem ser prevenidos por meio da identificação e remoção de pólipos durante a colonoscopia, antes que algumas dessas lesões se tornem malignas.
Por isso, o rastreamento pode ser recomendado mesmo na ausência de sintomas, de acordo com a idade e os fatores de risco de cada pessoa. Para quem tem histórico familiar, a avaliação média pode indicar a necessidade de iniciar o acompanhamento mais cedo.
Artigos relacionados:











