sábado, 10 de dezembro de 2022 - 10/12/2022 01:39:14
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O que você sabe sobre a Inteligência Artificial? Enquanto alguns ainda a encaram como uma tecnologia comum, outros já visualizaram todo o seu potencial. O fato é que ela faz parte da evolução da própria sociedade e está cada vez mais presente em nosso cotidiano.

Quem poderia imaginar conversar com uma máquina? Ou mesmo receber sua ajuda para solucionar problemas e dúvidas? E jogar em um bolão online, sem precisar tirar o pé para fora de casa? Talvez você ainda não tenha parado para refletir, mas em tudo isso há um pouco de IA.

Ela está em todos os cantos, até na guerra na Ucrânia. Continue a leitura para conhecer a origem e evolução dessa tecnologia até se tornar um elemento importante na linha de frente dessa guerra do século XXI!

O que este artigo aborda:

Como tudo começou: a origem da Inteligência Artificial

Dizer que a ideia de objetos ganhando vida e se comportando como seres inteligentes é recente seria uma mentira. Na verdade, há registros da antiga Grécia de mitos sobre robôs com tais capacidades.

Além disso, filósofos clássicos descreveram o pensamento humano como um grande sistema e os egípcios e chineses até construíram autômatos. Porém, a origem da IA, como conhecemos hoje, pode ser datada de 1956, onde o termo finalmente foi citado de forma contundente em um evento.

Durante uma conferência, o cientista Marvin Minsky e alguns colegas foram enfáticos ao afirmarem que “o problema de criar ‘inteligência artificial’” seria resolvido em poucos anos. E eles estavam certos, não é mesmo?

Apesar disso, o caminho não foi tão simples. Foram várias tentativas e investimentos frustrados, até que em 1997, o computador Deep Blue foi o primeiro a derrotar um campeão de xadrez em uma partida homem x máquina.

Já no ano de 2011, outro marco importante: um computador venceu uma competição de perguntas e respostas. No mesmo ano, um chatbot ficou famoso por conseguir confundir juízes, fazendo-os acreditar que falavam com um humano, em um teste conhecido como Turing.

A Inteligência Artificial está em todo lugar!

Você já deve ter lido por aí que estamos vivendo a “Era dos Dados”. Graças ao Big Data, é possível coletar informações e processá-las de maneira simples e eficiente — o que seria praticamente impossível para um humano.

A tecnologia da Inteligência Artificial tem um papel extremamente importante nesse cenário, mostrando-se vantajosa para diferentes segmentos do mercado, como tecnologia, varejo, marketing, bancos, lazer e entretenimento. Veja alguns exemplos:

  • Câmeras de sistema de vigilância com detecção de movimento e calor;
  • Reconhecimento facial para acesso a smartphones e computadores;
  • Análises de comportamento automatizadas;
  • Atendimento ao cliente por robôs;
  • Assistentes virtuais;
  • Softwares de roteirização que evitam locais com muito trânsito e acidentes;
  • Automação residencial.

Parte disso se deve ao fato de que o limite de armazenamento, que barrava os avanços tecnológicos 30 anos atrás, já não existe mais. A Lei de Moore, que previa que a memória e a velocidade dos computadores dobrariam todos os anos, se concretizou — e até superou as demandas atuais.

O papel da Inteligência Artificial na guerra na Ucrânia

Não há dúvidas de que qualquer guerra é um mal para a humanidade. No entanto, em toda a nossa história, ela desempenhou um papel relevante no que se refere ao avanço da tecnologia. E o fato vem se repetindo com a invasão da Ucrânia pela Rússia.

Vale destacar que Vladimir Putin disse, em 2017, que a nação que dominasse a Inteligência Artificial, governaria o mundo. A verdade é que o cenário se mostra um grande campo de provas para certos recursos. 

Embora esteja sendo usada para fins indesejados, há casos em que vemos seu enorme potencial para o bem. Entenda um pouco mais!

Armas autônomas

Neste exato momento, temos uma preocupação mundial com a possível existência de armas autônomas. Elas contam com IA e podem escolher um alvo e eliminar pessoas sem qualquer interferência humana.

A ONU interveio e tentou proibir o uso desses sistemas, mas sabemos que isso nem sempre é obedecido. No momento, o que sabemos é que esse tipo de armamento está em sua fase embrionária.

Apesar disso, já estamos presenciando o uso de armas com um certo grau de autonomia por ambos os lados. A Ucrânia conta com o drone TB2, que consegue decolar, pousar e navegar sem um comando humano, embora o ataque e lançamento de bombas dependa da ação de um operador.

Por outro lado, a Rússia colocou no combate o drone autônomo, conhecido como Lantset, que já foi utilizado na Síria e está projetado atacar tanques, veículos e soldados. Ele é uma espécie de suicida, pois ao encontrar o alvo, colide propositalmente para detonar a bomba que carrega.

Vigilância de território

É muito provável que a Rússia esteja usando IA na Ucrânia como ferramenta para avaliar o campo de batalha. Imagens coletadas por drones fornecem informações privilegiadas e ajudam a definir os alvos.

Infelizmente, especialistas acreditam que a China possa fornecer armas ainda mais avançadas, em troca de insights sobre como ela opera os drones em operações de guerra. Isso porque, a Rússia já tem experiência comprovada na guerra da Síria. 

Detecção de fake news

A IA também pode ser usada para o bem. Nesse caso, assim como vem acontecendo com notícias sobre a pandemia de Covid-19 e a vacinação, as redes sociais podem utilizá-la para detectar e retirar do ar conteúdos inadequados

Além disso, a tecnologia pode ser extremamente importante na identificação da violação de direitos humanos e crimes de guerras. Tudo pode ser analisado: desde vídeos do TikTok a postagens no Instagram.

O futuro das máquinas inteligentes

Se você tinha a ideia de que Inteligência Artificial estava relacionada àquilo que os filmes de ficção científica mostram, percebeu que a tecnologia é muito mais do que isso. Aliás, não veremos robôs realistas lutando contra humanos.

A verdade é que a IA provou ter um grande valor para a humanidade, desempenhando um papel relevante em nosso cotidiano. Ela está transformando a indústria, o comércio, as empresas e o dia a dia dos consumidores.

Infelizmente, diante de tanto potencial, o recurso pode ser usado para o mal. Daí a importância de que os desenvolvedores e toda a sociedade civil entendam as implicações e os possíveis usos daquilo que constroem e apoiam.

Que essa guerra sirva de alerta para o futuro. Afinal, ele deve ser cada vez mais tecnológico, autônomo, interativo e digital!

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Diego Augusto

Formado em Sistemas de Informação na Faculdade Pitágoras. Apaixonado por tecnologia e sempre antenado as novidades. Trabalho no mercado a mais de 10 anos como desenvolvedor Web. Sou especialista em desenvolvimento de sistemas e sites em arquitetura serverless.

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