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Quando se fala em cactos, a maioria das pessoas pensa em plantas resilientes, adornando desertos com suas formas únicas e flores exóticas. No entanto, poucos sabem que algumas dessas plantas, além de belas, podem ser perigosas. Entre as muitas espécies de cactos, existem aquelas que possuem substâncias tóxicas capazes de causar danos significativos à saúde humana e animal. Este artigo explora nove espécies de cactos venenosos que você deve conhecer e evitar.

1. Cacto San Pedro (Echinopsis pachanoi)

O Cacto San Pedro, ou Echinopsis pachanoi, é famoso por seu uso tradicional em rituais xamânicos devido às suas propriedades alucinógenas. No entanto, essa planta contém mescalina, um alcaloide psicoativo que pode ser perigoso. A ingestão inadvertida de partes do cacto pode levar a intoxicação severa, causando alucinações, náuseas, vômitos, e até mesmo convulsões.

2. Cacto Peyote (Lophophora williamsii)

Assim como o San Pedro, o Peyote é conhecido por seu uso ritualístico e contém mescalina. Este pequeno cacto globular é frequentemente utilizado em práticas religiosas pelos povos nativos da América do Norte. No entanto, fora de contextos controlados e ritualísticos, o consumo de Peyote pode resultar em envenenamento, com sintomas que incluem distúrbios gastrointestinais, alucinações e alterações mentais severas.

3. Cacto Barrel (Ferocactus wislizeni)

O Cacto Barrel, ou Ferocactus wislizeni, é uma planta impressionante e comum em regiões desérticas. Embora não seja mortal, seu suco pode causar irritações na pele e nos olhos. Em casos de contato prolongado, podem ocorrer reações alérgicas severas. Os espinhos também representam um perigo mecânico significativo, podendo perfurar a pele e causar infecções.

4. Cacto Cholla (Cylindropuntia)

Os cactos do gênero Cylindropuntia, conhecidos como Cholla, são notórios por seus espinhos extremamente difíceis de remover. Além do trauma físico causado pelos espinhos, algumas espécies de Cholla possuem glândulas que secretam substâncias irritantes. Estas secreções podem causar dermatite de contato e reações alérgicas em pessoas sensíveis.

5. Cacto Boliviano (Echinopsis lageniformis)

Também conhecido como Achuma, o Cacto Boliviano contém alcaloides tóxicos que, quando ingeridos, podem induzir efeitos psicodélicos similares aos do San Pedro. Além dos riscos associados às alucinações, a ingestão pode provocar sintomas de envenenamento como vômitos, diarreia e desorientação. É vital evitar o consumo dessa planta sem supervisão adequada.

6. Cacto Golden Barrel (Echinocactus grusonii)

O Echinocactus grusonii, popularmente conhecido como Golden Barrel, é um cacto ornamental comum. Embora não seja venenoso por ingestão, seus espinhos longos e afiados podem causar ferimentos graves. As feridas resultantes da perfuração dos espinhos podem se infectar facilmente, exigindo cuidados médicos para evitar complicações.

7. Cacto Saguaro (Carnegiea gigantea)

O icônico Cacto Saguaro, símbolo do sudoeste americano, pode crescer até 12 metros de altura. Apesar de não ser tóxico, o Saguaro apresenta um perigo significativo devido ao seu tamanho e espinhos maciços. As quedas de seus ramos ou a manipulação inadequada podem causar lesões sérias. Além disso, sua seiva pode causar irritações na pele.

8. Cacto Pera-Espinhosa (Opuntia)

As várias espécies do gênero Opuntia, conhecidas como Pera-Espinhosa ou Nopal, são amplamente cultivadas e consumidas. No entanto, certas variedades possuem espinhos finos chamados gloquídeos, que podem se desprender facilmente e penetrar na pele, causando irritações dolorosas. Em alguns casos, a ingestão dos gloquídeos pode levar a lesões na boca e garganta.

9. Cacto do Diabo (Stenocereus eruca)

O Stenocereus eruca, também chamado de Cacto do Diabo, é uma espécie rastejante encontrada em desertos mexicanos. Este cacto contém alcaloides que podem ser tóxicos para humanos e animais se ingeridos. Além disso, seus espinhos são especialmente afiados, aumentando o risco de ferimentos graves ao manipular a planta.

Conclusão

Os cactos são plantas fascinantes e belas, capazes de sobreviver nas condições mais adversas. No entanto, como qualquer outra planta, é importante conhecer os potenciais perigos que algumas espécies podem representar. Seja em um jardim ornamental ou em uma exploração botânica, é essencial tomar precauções ao lidar com cactos venenosos. Sempre utilize luvas de proteção e manuseie essas plantas com cuidado para evitar acidentes. Em casos de exposição a substâncias tóxicas ou lesões causadas por espinhos, procure assistência médica imediatamente. Conhecimento e cautela são suas melhores ferramentas para apreciar a beleza dos cactos sem correr riscos desnecessários.

Referências

  1. Anderson, E. F. (2001). The Cactus Family. Timber Press.
  2. Benson, L. (1982). The Cacti of the United States and Canada. Stanford University Press.
  3. Bravo-Hollis, H., & Sánchez-Mejorada, H. (1991). Las Cactáceas de México. Universidad Nacional Autónoma de México.
  4. Gibson, A. C., & Nobel, P. S. (1986). The Cactus Primer. Harvard University Press.
  5. Pilbeam, J. (1999). Cacti for the Connoisseur. Blandford.

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