No Dia Internacional do Autocuidado, especialistas destacam que cuidar da saúde envolve rotina, exames, alimentação equilibrada e escolhas baseadas em orientação profissional
O Dia Internacional do Autocuidado, celebrado em 24 de julho, convida à reflexão sobre um conceito que vai muito além de momentos de bem-estar ou da busca por resultados rápidos. Autocuidado é o conjunto de escolhas que fazemos diariamente para promover saúde e qualidade de vida, envolvendo alimentação equilibrada, prática regular de atividade física, sono de qualidade, manejo do estresse, acompanhamento da saúde e, quando necessário, o uso consciente de suplementos alimentares.
Mais do que uma tendência, o autocuidado representa um compromisso contínuo com o próprio organismo, respeitando as necessidades, objetivos e particularidades de cada pessoa.
Nesse contexto, a suplementação pode ser uma importante aliada, desde que faça parte de uma estratégia individualizada. Ela não substitui hábitos saudáveis, mas pode complementar a alimentação quando existem necessidades específicas ou quando a ingestão de determinados nutrientes não é suficiente.
A Anvisa orienta que suplementos alimentares sejam adquiridos apenas em estabelecimentos físicos ou sites confiáveis e utilizados com a orientação de um profissional de saúde, que poderá avaliar a necessidade de suplementação, indicar o produto mais adequado e orientar a dose e o período de uso conforme as características de cada indivíduo. A agência também reforça que suplementos não substituem uma alimentação saudável, equilibrada e variada.
Autocuidado depende de rotina, não de soluções isoladas
A mudança na forma como o autocuidado é compreendido reflete uma visão mais ampla de saúde. O Ministério da Saúde aponta que a prática regular de atividade física contribui para a qualidade de vida e traz benefícios físicos, emocionais e sociais, enquanto o comportamento sedentário está associado a doenças crônicas.
Para especialistas, esse contexto ajuda a reposicionar o debate sobre suplementação. Produtos como proteínas, vitaminas, minerais, ômega 3 ou creatinas podem fazer parte da rotina de algumas pessoas, mas devem ser avaliados dentro de um conjunto maior de fatores, como alimentação, objetivos individuais, histórico clínico, exames laboratoriais e orientação de profissionais habilitados.
“O suplemento não deve ser o ponto de partida do autocuidado, mas uma possível ferramenta dentro de uma estratégia individual. Antes de consumir qualquer produto, é preciso entender se existe necessidade, qual é a dose adequada, por quanto tempo usar e se há alguma condição de saúde que exige atenção”, afirma Lucila Santinon, nutricionista da Vitafor..
Procedência e rotulagem entram no centro da decisão
Além da indicação profissional, a procedência do produto é um dos pontos mais importantes para o consumidor. A regulamentação brasileira estabelece requisitos sanitários para composição, qualidade, segurança e rotulagem dos suplementos alimentares. A RDC nº 243/2018, da Anvisa, trata justamente desses critérios, incluindo limites de uso, listas de ingredientes autorizados e informações obrigatórias de rotulagem.
Na prática, isso significa que o consumidor deve observar se o produto traz informações claras sobre ingredientes, porção recomendada, modo de uso, advertências, fabricante e canais de atendimento. Também deve desconfiar de promessas exageradas, resultados rápidos, alegações terapêuticas indevidas ou produtos vendidos em canais sem rastreabilidade.
Informação reduz riscos e melhora escolhasI
O avanço do debate sobre autocuidado ocorre em um momento em que consumidores têm mais acesso a conteúdos sobre saúde, alimentação e performance. Esse acesso, porém, também aumenta o risco de decisões baseadas em recomendações genéricas, influenciadores ou tendências de redes sociais.
Por isso, a orientação de entidades reguladoras e profissionais de saúde segue como eixo central. Para quem já utiliza suplementos, a recomendação é revisar periodicamente a necessidade de uso, evitar combinações sem acompanhamento e comunicar qualquer reação adversa. Para quem pretende começar, o primeiro passo deve ser avaliar a rotina alimentar, exames recentes e objetivos reais.
No Dia Internacional do Autocuidado, a mensagem principal é que cuidar da saúde exige constância e informação. Mais do que consumir produtos, envolve construir hábitos seguros, sustentáveis e adequados à realidade de cada pessoa.
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