sábado, 10 de dezembro de 2022 - 10/12/2022 03:13:23
Nice Content News

Com a pandemia, o modelo de trabalho se transformou drasticamente. Aquele cenário com mesas e cadeiras enfileiradas, delimitadas por cubos, paredes ou vidros se torna cada vez mais distante. 

Já pensou que talvez o “normal” que conhecíamos já não existe mais e foi tomado silenciosamente por um novo normal?

Pode imaginar que até as greves se tornaram virtuais?

O mundo foi forçado a se adaptar a um novo modelo e empresas inteiras tiveram que ser reestruturadas para continuar funcionando.

A economia entrou em colapso. Empresas fecharam as portas. Muitas famílias sobrevivem com o pouco que foi oferecido pelo governo pelas condições extraordinárias que se apresentava.

O mundo e as pessoas mudaram muito nesses dois anos. 

Mas e com o fim da pandemia? Como ficarão as mudanças? Veja tudo o que você precisa saber a respeito neste artigo do Nice Content News.

O que este artigo aborda:

Antes e depois da pandemia

Mesas, cadeiras, horários rígidos, cartões de ponto, gravata apertada, salto alto e rotina estressante. 

O trabalho em seu padrão de normalidade funcionava perfeitamente até que fomos submetidos a uma mudança radical com a chegada do coronavírus.

Você já imaginou trabalhar em qualquer lugar do mundo? Os nômades digitais podem. Confira aqui se seu trabalho pode ser executado dessa forma e trabalhe literalmente de onde você quiser.

Com a chegada da pandemia, de acordo com a Info Money, 85% das empresas no Brasil adotaram o trabalho remoto (dados obtidos através de uma amostra de 170 empresas em novembro de 2021). 

Trabalhos que eram essencialmente presenciais tiveram que se adaptar para continuar. 

Não era mais uma opção e sim uma necessidade. 

Essa natureza de trabalho entrou em cenário de uma forma forçada. Foi se ajustando com o tempo e hoje com a melhoria dos casos de coronavírus e a volta ao novo normal vem sendo aceito de maneira híbrida. 

Existem regras no trabalho remoto?

Para aderir ao teletrabalho, é necessário que isso seja feito através de um acordo mútuo entre as partes e deverá constar expressamente no contrato de trabalho do empregado.

No contrato de trabalho ou aditivo deverá constar além da natureza do trabalho as condições em que ele vai ocorrer, tais como: quem vai custear os equipamentos, já que se forem dados pelo empregador, não podem ser considerados como parte da remuneração.

Já a jornada do trabalho não pode ser controlada pela natureza desse regime, isso implica em não ter direito a horas extras e adicionais noturnos, por exemplo. 

Sim. O trabalho remoto no Brasil está previsto na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). 

Denominado legalmente como teletrabalho e previsto no art. 6º, o teletrabalho inclusive recebeu um novo capítulo na Reforma Trabalhista dedicado ao tema, em seu art. 75-B, que o define como “a prestação de serviços preponderantemente fora das dependências do empregador, com a utilização de tecnologias de informação e de comunicação que, por sua natureza, não se constituam como trabalho externo”. 

Dessa forma, o diferenciou de muitos outros trabalhos que já eram realizados essencialmente fora do estabelecimento do empregador mas tem sua própria natureza e não pode ser caracterizado como remoto.

Benefícios do trabalho remoto para as empresas e para os empregados

Inúmeros foram os benefícios constatados ao longo desse novo processo. Da mesma forma também os que não se adaptaram.

Para os empregados os maiores benefícios apontados foram: 

  • Evita gastos e tempo dos deslocamento;
  • Maior conforto e flexibilidade com a possibilidade de trabalhar onde quiser;
  • Melhor qualidade de vida;
  • Possibilidade de gerir o próprio tempo;
  • Passar mais tempo com a família.

Já do outro lado, para as empresas os maiores benefícios notados foram:

  • Menos custos;
  • Não precisa de um lugar físico e as contas geradas a partir disso;
  • Maiores níveis de produtividade;
  • Empregados mais comprometidos e engajados;
  • Maior facilidade de gerenciar e gerir funcionários.

A opção de trabalho remoto é especialmente importante quando se tem filhos. Entrevistamos mais de 900 trabalhadores e 86% acreditam que os funcionários devem ser tratados de forma igualitária em relação à forma como escolhem trabalhar (remoto ou presencial).

O trabalho remoto é para todos?

É importante ressaltar que o trabalho remoto não é para todos. 

Os custos com o teletrabalho podem ser reduzidos quanto ao deslocamento, mas também existe o outro lado quanto a todo o aparato necessário que não pode ser sustentado pela grande maioria dos trabalhadores brasileiros. 

Por isso, existe um projeto de Lei nº 3512, de 2020 que está tramitando na intenção de obrigar o empregador a fornecer e manter equipamentos e infraestrutura necessária para que o empregado consiga prestar o trabalho, inclusive reembolsando gastos do empregado com despesas de energia elétrica, telefonia e internet, o que faz todo sentido.

Conclusão

Com a necessidade de evitar a propagação do coronavírus foi implantado o isolamento social e em decorrência disso o trabalho remoto alcançou níveis nunca antes vistos. 

O que tem acontecido de fato atualmente, depois das vacinas e passada a fase mais crítica da pandemia é que os escritórios voltaram a ficar cheios como antes. 

Isso se deve não somente às empresas que não se adaptaram completamente à falta de controle laboral mas também à falta do convívio social e de suas consequências neste período de isolamento.  

Grande parte das empresas que mudou a natureza dos trabalhos para remoto em decorrência da pandemia, em 2020 permanece pelo menos em modelo híbrido, que mescla a forma presencial e online, requisitando a presença do empregado na empresa por pelo menos x dias na semana. 

O critério adotado é o que funciona melhor para cada tipo de negócio, empresa e empregado. 

Pelo menos uma porta foi aberta e possibilidades nunca admitidas antes foram adotadas, o que já é um ótimo começo.

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